05/11/2009

Hipoteticamente falando… 2*

Voltando a me apropriar do título de um quadro do programa “Irritando Fernanda Young”  para falar um pouco mais sobre a experiência de ser designer, retomo o tema de onde parei no texto anterior: tentando desmitificar um pouco essa maravilhosa profissão, tantas vezes mal compreendida, através de hipóteses resultantes de muita observação, vivência, horas de bate-papo com amigos da área e uma pitada de bom humor. Vamos lá:

Hipótese #4: Designer não paga conta no final do mês.

Acredito que na cabeça de algumas pessoas designer é um sujeito “diferente”, que entre camisetas descoladas, tênis All-Star, miniaturas de Star Wars, Ipods, Iphones e tudo mais que tiver a chancela da Apple, vivem a cantarolar os últimos lançamentos das bandas mais “cults” do planeta (aquelas que você nunca ouviu falar) em um mundo multi-colorido plugado 24h na internet.

Ok! Tem muito designer por aí que lembra bastante esse perfil. O que essas pessoas esquecem é que junto com tudo isso, esse carinha de camiseta estampada e cabelo engraçado, tem uma porção de contas para pagar.

Mas se o designer, como todo mundo, precisa pagar as contas no fim do mês, por que diabos ele poderia trabalhar de graça para você?

Pois esse pensamento nós vemos muito por aí…

A obsessão por bons resultados que norteia o mundo dos negócios atualmente, alimenta uma prática desonesta, aética e predatória que pode acabar, em médio prazo, destruindo muitas empresas desse mercado.

Muitos “clientes”, precisando contratar um designer, convocam 4, 5 profissionais diferentes para apresentar soluções para determinado problema oferecendo remuneração somente à solução escolhida.

Aí me pergunto: Os outros 4 designers não trabalharam? Não dedicaram seu tempo, seu conhecimento, sua expertise no desenvolvimento de soluções muitas vezes tão boas quanto a selecionada? Não merecem ser remunerados pelo serviço prestado, mesmo este não sendo de fato utilizado? Afinal, a escolha por utilizar ou não o projeto é do cliente, e não do designer, correto?

Um ponto importante é ressaltar que nós designers não somos agência de propaganda. Estas, trabalham com uma remuneração básica de 20% sobre qualquer veiculação de trabalho desenvolvido e esta remuneração, por si só, já lhes garante boa rentabilidade durante um longo período.

Nosso “ganha-pão” vem da criação. Os das agências, da veiculação. Desenvolvemos projetos isolados, únicos, personalizados, que uma vez finalizados, não geram mais receitas posteriormente. É o valor que está lá no contrato e só! Se um cliente não paga por ele, não há como vendê-lo para outro.

Uma outra situação que acontece muito é o cliente chegar até a gente e perguntar: “Não dá para você fazer alguma coisa para a gente ver como vai ficar? Se a gente gostar, tá fechado!”

Devemos sempre resistir a essas “propostas indecentes” e, nesses casos, propor uma remuneração mínima para todo e qualquer trabalho. Não podemos criar nada de graça, sem garantias de que nosso suor será recompensado.

Nossos clientes são o elemento central de nosso negócio. Sem eles, não há razão para existirmos. Mas um negócio deve ser bom para os dois lados.

Principalmente em projetos de design, a relação cliente-profissional deve ser consistente, honesta, confiável. Deve ser baseada em informação, conhecimento e respeito entre as partes. Nosso cliente deve compreender perfeitamente a natureza dos nossos serviços e a forma correta de nos posicionarmos no mercado.

Se, em alguns casos, ele não concordar com isso, não estará preparado para vivenciar todo o processo envolvido em um  projeto de design de verdade. O que ele precisa é de um “filho-do-primo-do-sobrinho-da-minha-amiga” que seja “fera” no computador para reproduzir na tela as suas vontades.

Nós, mais do que ninguém, devemos valorizar o nosso trabalho, apresentando os benefícios que este irá trazer para o seu negócio.

Quando recebo estas “propostas-indecentes” logo uma idéia me vem a mente: “Fecha logo, não se preocupe. Designer não paga conta no final do mês!”

Ahhhh… Como seria bom se fosse verdade!

* Livremente inspirada no texto “Um basta à especulação!”, de Gilberto Strunk.

20/10/2009

Andréia Sorvetão

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Hoje colocamos no ar o site da Andréia Sorvetão. O projeto feito pela Pubblicità contou com a direção de arte da Gabi Mello e eu! Agora o projeto compelto está na web.

Vale a pena conferir: www.andreiasorvetao.com.br

20/10/2009

Paródia da Introdução da Pixar

O College Humor (www.collegehumor.com) lançou recentemente uma paródia daquela animação da lampadizinha da Pixar que encantou milhares de pessoas pelo mundo todo.

Olha isso:

16/10/2009

Um basta à especulação! Por Gilberto Strunk*

Este texto de meu grande mestre de design Gilberto Strunck* originalmente publicado no livro “Viver de Design”, fala da ética no trabalho de design acerca de projetos especulativos no qual o designer participa sem a certeza de que irá receber pelo trabalho. Hoje, infelizmente, não precisamos procurar muito para encontrar este tipo de situação…

“Capítulo III, Artigo 12º do Código de Ética Profissional do Designer Gráfico da Associação dos Designers Gráficos(ADG):

‘O Designer Gráfico não deve, sozinho ou em concorrência, participar de projetos especulativos,pelo qual só receberá o pagamento se o projeto vier a ser aprovado’.

Um dos grandes dilemas que você vai enfrentar em sua carreira está ligado aos projetos especulativos. Esse tipo de relação, em que o Cliente nos solicita serviços sem uma remuneração garantida, além de ser aético, é predatório e pode, a médio prazo, inviabilizar seu negócio e também dos seus colegas.

Sei que as pressões são enomes. Elas vêm dos Clientes, que lhe acenam com a possibilidade de fazer grandes projetos no futuro, que lhe dizem que se você não quiser participar não faz mal, pois ele tem uma dúzia de pessoas que topam.

Vêm também dos concorrentes micreiros, sem formação acadêmica na área.
E até mesmo de suas fases de poucos projetos x compromissos financeiros no fim de cada mês. No entanto, mesmo com sacrifícios, temos de estruturar o nosso jovem e promissor mercado, resistir a esses convites, propor uma remuneração mínima para todos os concorrentes.

Nossa sociedade vem mudando aceleradamente. No mundo dos negócios, instalou-se uma verdadeira obsessão por bons resultados. Em função disso, muitas empresas para contratar nossos serviços, passaram a convidar três, cinco designers, para apresentarem suas soluções para determinada tarefa, oferecendo pagamento somente ao escolhido no final do processo. Isso talvez inspirado nos modelos das concorrências de publicidade.

Não somos agências de propaganda. Talvez, no caso delas, a remuneração básica de 20% sobre a veiculação justifique o investimento em concorrências para a conquista de uma conta que irá garantir uma boa rentabilidade durante um longo período.

Trabalhamos por projetos isolados. Por isso, não devemos ter com os Clientes este tipo de comportamento.

Nosso principal faturamento vem da criação. O das agências, da veiculação. Você conhece algum caso de Cliente solicitar a várias agências que veiculem por ele, para pagar somente a que der melhor resultado?

Então, por que temos de criar de graça, se é disso que vivemos, se é essa a mercadoria que temos para vender?

Imagine que você aceite participar regularmente de concorrências especulativas. Imagine que você consiga atingir a incrível performance de vencer 70% das vezes.

Pergunto: quem irá reembolsar suas horas nos 30% de maus resultados?

Certamente seus outros clientes, para os quais você terá que cobrar mais 30% sobre os honorários normais de forma a se sustentar ou a sua estrutura.
Vivemos em função de nossos Clientes. Não devemos medir esforços para atender suas necessidades. Mas uma relação, para ser forte, fértil, consistente, tem de ser construída sobre uma base de conhecimento e respeito entre as partes.

Quando o cliente sabe que vai pagar por um serviço, ele fica mais exigente. Melhora a qualidade das informações envolvidas no processo. Esta é a primeira condição para que bons resultados sejam alcançados.

No cenário vigente, somos os primeiros a errar, aceitando participar de projetos especulativos. Não é mais possível investir um grande número de horas em Clientes que não nos dão certeza de vir a faturá-las. É melhor ganhar um tempo extra de estudo ou lazer ou até diminuir sua estrutura…

Se não formos capazes de fazer nossos Clientes entenderem a natureza especial dos serviços que prestamos, estaremos nos posicionando mal perante o mercado.
Temos de ser os primeiros a nos valorizar, a passar para eles as vantagens e benefícios que nossos serviços vão trazer para seus negócios.

Não inicie um trabalho sem antes acertar seus aspectos comercias. Lembre-se de que nossos projetos são feitos sob medida. Se o cliente não paga por eles, você não poderá vendê-los para outros.”

* Gilberto Strunk é formado em engenharia civil pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em design pela ESDI, Escola Superior de Desenho Industrial, e é Mestre pela Escola de Comunicação. Autor dos livros “Identidade Visual, a Direção do Olhar”, “Marca Registrada”, “Viver de Design” e “Como criar identidades visuais para marcas de sucesso”, tem trabalhos publicados em livros e revistas especializadas no Brasil, Suíça, Japão, Polônia, Inglaterra e Estados Unidos e vários projetos premiados. É Professor Adjunto da Escola de Belas Artes da UFRJ, Diretor de Criação da DIA Comunicação de Marketing  (São Paulo e Rio), Ex-Presidente da AMPRO, Associação de Marketing Promocional, capítulo Rio (94/96) e do POPAI (Point-of-purchase Advertising International) Brasil (98/2000), do qual membro do Conselho Consultivo, do Board Internacional e certificado como Consultor em merchandising no ponto-de-venda.

02/10/2009

Hipoteticamente falando…

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Peço licença à apresentadora Fernanda Young para utilizar o bordão de um quadro de seu programa como título dessa coluna, mas como dizem, ele “caiu como uma luva”.

Vivo me perguntando porque nós, designers, constantemente nos vimos em situações no mínimo “inusitadas”. A partir de minhas experiências ao longo desses poucos 7 anos de profissão, formulei algumas hipóteses curiosas de como as pessoas (é claro que nem todas elas) enxergam a nossa profissão. Vamos a elas:

Hipótese #1: Dominando o Coreldraw, qualquer um vira designer.
Porque as pessoas imaginam que basta a elas saber utilizar um programa de computação gráfica para desenvolver projetos gráficos de verdade?

Seria o mesmo que pensar que sabendo usar uma calculadora e um par de esquadros você poderia se considerar um engenheiro civil ou arquiteto e sair por aí construindo prédios, escolas e até cidades inteiras. Ou então que, com um pincel, tinta e uma tela na mão, poderia pintar um Van Gogh.

Um designer é muito mais que um operador de computador. Ele detém o conhecimento teórico e prático de toda uma metodologia de projeto, etapas, técnicas e modelos já testados e legitimados pela história da profissão. Como diz muito bem o grande designer Gilberto Strunk em seu livro Viver de Design: “É impossível substituir anos de estudo, experiência e uma alfabetização visual desenvolvida pelo simples domínio de softwares.”.

Hipótese #2: Esse cara é um artista!
É muito comum as pessoas confundirem design e arte. Por haver tanta gente atuando na área sem formação específica (olha o manipulador de Coreldraw aí!), nem sempre os métodos mais adequados a um determinado projeto são aplicados, fazendo do processo de desenvolvimento algo muito intuitivo, pessoal, por vezes até misterioso e mágico.

Designer não é artista. Muito menos mágico. Seu trabalho é desenvolver soluções para as necessidades das pessoas. Esse trabalho está diretamente ligado à informação. Nossa missão é desenvolver conceitos que formalizados, façam esta informação circular com a maior eficácia possível. Nossas soluções devem ser conceituadas e acompanhadas de um pensamento racional, que as situem dentro de um contexto apresentado.

Design não é bonito ou feio. Design é correto, pertinente, eficaz.

Hipótese #3: Toda opinião é importante para o bem do projeto.
Essa costuma ser uma das situações que mais acontecem na vida de um designer. Todo mundo acha que pode opinar a respeito de tudo relacionado a um projeto de design.

“Não poderia ser redondo, em vez de quadrado?”, “Prefiro isso verde em vez de vermelho, pode ser?” , ou ainda “Achei essa fonte muito quadrada, não poderia ter umas curvinhas nela não?”.

Esse tipo de colocação não faz o menor sentido, se partindo de alguém sem formação na área e algum fundamento pertinente. Afinal de contas, ninguém vai ao médico e, ao receber seu diagnóstico e tratamento, emenda: “- Doutor, não seria melhor eu tomar um anti-inflamatório em vez de antibiótico?” ou “Posso tomar aquelas pílulas verdes em vez das vermelhas? É que adoro verde!” Ninguém chega para o engenheiro e diz: “- Não seria melhor colocar este pilar mais para o canto da sala. Estou achando que essa pilastra está poluindo a minha cozinha.”.

Se, nesses casos, este tipo de colocação não passa pela cabeça de ninguém, porque em assuntos relacionados ao design isso é uma constante?

Quem deve ser consultado sobre design é o designer, profissional da área, e não outro profissional, como acontece com freqüência. Não passa pela cabeça de ninguém entrevistar um arquiteto para falar sobre os avanços da pesquisa sobre o câncer, mas é comum qualquer um sentir-se à vontade para opinar e até alterar completamente um projeto gráfico, sem a menor inibição. E porquê?

Enfim, tenho formuladas ainda muitas outras hipóteses sobre o assunto. Desejo, com o tempo, ir apresentando-as aqui. Meu objetivo com isso é desmitificar um pouco essa maravilhosa profissão, tantas vezes mal compreendida, sub-julgada e desvalorizada. Afinal de contas, conhecer é o primeiro passo para entender e utilizar.

Até a próxima!

20/08/2009

Quem é o dono do seu nariz?

Há tempos venho pensando em como seria o trabalho nas empresas de comunicação se todos que contratassem pessoas qualificadas para tal serviço encarassem a atividade de forma mais profissional e séria. Reconhecessem como é importante acompanhar de perto todas as etapas que compõe o projeto. Para quem o executa, este acompanhamento é imprescindível, mas muitas vezes quem contrata não dá o devido valor e atenção ao processo e, inevitavelmente, encontra problemas na etapa final. Determinar quem tem a competência necessária para acompanhar todo o processo e definir as responsabilidades de cada um é garantia de um final feliz. Nada de dores de cabeça aos 45 minutos do segundo tempo.

Tomemos como exemplo Adriana, uma mulher insegura que, após tantos anos sonhando, resolve fazer uma plástica no nariz. Primeiramente, procura um cirurgião plástico de confiança e orientada por este, decide o tipo de nariz que melhor combina com seu rosto. Na segunda consulta, analisa fotos-montagem com seu novo perfil e decidida, marca a cirurgia, que é realizada com sucesso. Após sua recuperação e com o nariz do jeito que escolheu, ela resolve mostrar a novidade à família. De cara, sua mãe diz: – Odiei! Não combina com você, devia ser mais arrebitado! Foi pra esse nariz que gastei minhas economias?!

Adriana, triste e influenciada pela reação da mãe, marca uma nova consulta, onde conta tal história e diz que mudou de idéia. O médico prova, novamente, que o nariz mais arrebitado não combina, e que o escolhido fica muito mais harmonioso no seu rosto. Adriana bate o pé, quer dizer, sua mãe bate o pé. O médico, então, como profissional sério e tendo certeza de que seu trabalho foi bem feito, diz que se ela realmente quer refazer a plástica, terá que pagar uma nova cirurgia.

Não poderíamos esperar nada diferente, pois se não cobrasse pela nova cirurgia, ele teria que pagar pelo hospital, por toda equipe de profissionais necessários, além do equipamento e medicação. Nada mais justo, certo?

Pensando assim, por que o mesmo não ocorre quando se trata de um projeto de comunicação? Por que os serviços de um profissional qualificado, que cumpriu todas as etapas do processo acordadas desde o princípio, não é reconhecido e muitas vezes subestimado? Como você pode, no final, desconsiderar todo o trabalho aprovado e realizado, que consumiu horas de pesquisa, investimento e estudo detalhado, e querer voltar à estaca zero?

Afinal, você prefere ouvir a voz de um profissional especializado ou da sua mãe que como cirurgiã é uma ótima economista?

19/08/2009

Pobre saleirinho…

Genial o vídeo da DDB para a Knorr. Pobre saleirinho, banido cada dia mais das mesas de todo o mundo! Dá até dó…

Agora, precisava explicar?!? Podia ter fechado com chave de ouro… às vezes o silêncio é tudo!

19/08/2009

Heath Legder + Modest Mouse

Lançado o clipe do Modest Mouse dirigido por Heath Legder, KING RAT. Muito bacana a animação. Também gostei da música… A banda, tô tentando conhecer melhor! Veja abaixo:


19/08/2009

Design Volátil

design volátil

Porque é tão difícil seguir certas instruções quando se trata de um projeto de design? Porque as regras e sugestões são esquecidas no momento em que o projeto sai da mão do designer e vai para a mão de quem deveria ter o máximo de atenção com ele?

Fico impressionado constantemente como meu trabalho é volátil! Quando um cliente procura um designer é porque ele tem consciência de que sozinho não é capaz de resolver um problema existente e que precisa da ajuda de um profissional qualificado para encontrar uma solução eficiente, correto?

Quase sempre, neste momento, este profissional é ouvido com atenção sobre os melhores caminhos a seguir e possíveis soluções a serem encontradas.

Partindo do princípio de que o cliente só contrata um profissional se confiar plenamente no seu trabalho e nas soluções sugeridas por ele para o problema inicial, é fácil acreditar que suas análises serão ouvidas e suas instruções seguidas, concorda?

Normalmente é isso que se observa durante a maioria dos projetos (salvo algumas exceções de “clientes-que-querem-ser-designers”). O cliente participa, colabora, entende o porquê de cada detalhe e concorda o que lhe foi explicado com um “ok, aprovado!”.

Então eu me pergunto: Se todo o trabalho contratado é acompanhado de perto, vivenciado, entendido, aprovado e pago pelo cliente, não seria lógico que esse fosse valorizado e “protegido”com unhas e dentes por ele? Mas é aí que surge a surpresa!

Em muitos casos ao ter nas mãos a sua logomarca ou seu site, por exemplo, o cliente passa a negligenciar as regras de uso e seus manuais que foram criados para manter a integridade do projeto e simplesmente “tocam o barco” instintivamente, comprometendo todo um trabalho que foi estudado, planejado e executado para funcionar segundo determinadas pré-definições.

São fontes trocadas, cores alteradas, imagens distorcidas, estruturas invertidas e uma gama de “interpretações” mal-pensadas que vão descaracterizando o projeto até chegar a um ponto que “puft!” o trabalho evaporou! E o pior, o investimento foi junto…

Mas o que aconteceu? O trabalho não foi acompanhado, entendido e aprovado? O profissional não é de confiança? Ele não foi contratado para fazer o projeto por ser mais qualificado? Não lhe foi entregue um manual de como proceder caso a caso? O que foi feito deste manual?

Quando um projeto é entregue ao cliente, ele está iniciando sua vida e tem um longo caminho pela frente. É de sua responsabilidade garantir que ele sobreviva ao tempo e às tentativas incansáveis de quem não vivenciou o processo de criação, não conhece as instruções de utilização ou não entendeu a importância das cores, estrutura ou fontes para a identidade do trabalho. Mas esse alguém nunca pode ser o cliente. Ele deve ser sempre o “guardião” da marca, do site, da revista ou do que mais se tratar o projeto.

Abra a gaveta, pegue o seu manual e faça valer cada fonte, cada cor, cada curva e cada centavo desse trabalho. A bola está com você!

20/07/2009

What did you see?

Flashforward

O fenômeno “Lost” está chegando ao fim. Em 2010 todos os seus fãs terão que se despedir de suas personagens preferidas (as minhas: Ben, Sawyer, Hurley) e procurar alguma coisa melhor para assistir. Mas será que vai surgir algo para ocupar o vazio deixado por Lost?

A aposta da ABC (emissora de Lost) é em FLASHFORWARD, nova produção da emissora anunciada no final do ano passado, no mesmo estilo “ficção-científica que flerta com a metafísica, paradoxos atemporais, religiosidade e dramas humanos” de Lost. A nova série é baseada no livro homônimo de Robert J. Sawyer, escritor canadense considerado um dos grandes nomes da ficção científica na atualidade. A inspiração de Sawyer veio dos três problemas fundamentais da metafísica definidos pelo filósofo alemão Immanuel Kant: “Existe vida após a morte?”, “Deus existe?” e “Nós temos livre-arbítrio?”. Em seus livros anteriores “The Terminal Experiment”, de 1995, e “Calculating God”, publicado em 2000, o autor tratou dos dois primeiros temas. Em “FlashForward” aborda a terceira pergunta, tentando responder através das “pirações” da física que nós adoramos tanto o que é verdade: destino ou vontade própria.

FLASHFORWARD fala de um acidente no CERN (Organização Européia para a Investigação Nuclear) com o LHC (Grande Colisor de Hádrons), que deixa toda a raça humana inconsciente durante 2 minutos e 17 segundos. Nesse período desacordadas, as pessoas tem visões de cenas em até 21 anos no futuro (na série serão 6 meses). A partir daí, o futuro surge para assombrar a vida de muitos que viram o que não gostariam de ver e passam a viver um dilema: será que suas atitudes hoje serão capazes de alterar o seu futuro ou o desdobramento de tudo que você faz irá culminar naquela visão desagradável que você teve do futuro.

Parece Lost?

É meus amigos, talvez tenhamos um novo azarão por aí… Fique ligado.