18/11/2009

Animação de babar! N.A.S.A: Tom Waits + Kool Keith, Spacious Thoughts

Dica do blog SmellyCat: O coletivo canadense Fluorescent Hill criou e dirigiu esse clipe animado para o remix “Spacious Thoughts” do N.A.S.A, com Tom Waits e Kool Keith.

Maravilho mix de desenhos 2D e 3D totalmente lincados à música. Vale muito o clique!

17/11/2009

Primeiro modelo matemático que explica a disseminação de “virais”

Acabei de receber esta matéria publicada no site www.inovacaotecnologica.com.br (mto legal!) sobre um modelo matemático descoberto por cientistas que permite prever, com pequena margem de erro, quantas pessoas irão receber as informações e quanto tempo vai demorar para que ela chegue até eles. Será?

Segue a matéria na íntegra abaixo:

“Tempo de resposta é a chave para a disseminação viral de informações
Redação do Site Inovação Tecnológica – 17/11/2009

“]

O círculo central indica a pessoa que iniciou a propagação viral. Os círculos cinza mostram as pessoas que passaram a mensagem adiante, e os brancos aquelas pessoas que não repassaram.[Imagem: Tribarren/Moro

Disseminação de informações:
Segundo uma pesquisa realizada na Universidade Carlos III de Madri, na Espanha, não é a identidade de opinião ou de gosto dos internautas, mas a heterogeneidade no tempo de resposta às mensagens o que determina se uma notícia ou filme se espalhará de forma viral pela internet ou se cairá no esquecimento.
A disseminação rápida de informações pela rede é um fenômeno de grande interesse dos cientistas sociais, assim como dos planejadores de campanhas publicitárias e dos especialistas em segurança, sempre às voltas com o espalhamento rápido de vírus e outras ameaças.

Tempos de resposta:
Segundo os pesquisadores, é a grande heterogeneidade no tempo de resposta às mensagens que determina a capacidade de disseminação das mensagens.
Os modelos tradicionais estimam que os internautas respondem às mensagens, em média, em um dia – desta forma, leva cerca de um dia para que uma mensagem seja transmitida entre os membros de uma rede social.

Entretanto, dados reais coletados em um experimento realizado para observar e quantificar a disseminação de informações negociais em redes sociais, apontam que há na verdade duas velocidades associadas com a atividade dos usuários.

“São aqueles viciados em tecnologia, que estão estão sempre conectados e que respondem aos e-mails muito rapidamente, que são os responsáveis pela difusão de certos rumores ou campanhas de forma muito rápida pela internet,” diz o professor Esteban Moro, que fez a análise em conjunto com seu colega José Luis Iribarren.

Internautas de primeira linha:
Aí entram as identidades entre os internautas: se a informação é capaz de capturar a atenção desses internautas de primeira linha, ela atingirá muitas pessoas muito rapidamente. Isto explica porque alguns vírus se espalham por e-mails em poucas horas, apesar do tempo médio de resposta das mensagens ser de um dia.

Por outro lado, se a informação não é tão interessante, seu espalhamento será lento, porque dependerá daquele grupo de internautas que leva mais tempo para ler e responder as mensagens. Isto faz com que alguns rumores e outras informações fiquem dormentes nas redes sociais por muito tempo.
A matemática da disseminação de informações

Os modelos matemáticos que os dois pesquisadores criaram explicam porque as campanhas virais demoram tanto tempo para funcionar e são capazes até mesmo de avaliar o seu possível impacto.

“Com este experimento, fomos capazes de prever, com uma pequena margem de erro, quantas pessoas irão receber as informações e quanto tempo vai demorar para que ela chegue até eles. Este é o primeiro modelo quantitativo que permite prever o que está acontecendo,” afirma Moro.
A qualidade dos dados permite uma modelagem matemática das campanhas virais através de processos de ramificação, que, por sua vez, acentuam os pesquisadores, ressaltam o papel preponderante da heterogeneidade nas redes sociais onde se dá a propagação da informação.

Marketing viral:
Para chegar a estas conclusões, os pesquisadores analisaram os resultados de um conjunto de campanhas de marketing viral projetado por Iribarren para a IBM. Mais de 30.000 pessoas de 11 países europeus participaram das campanhas, que consistiam no modelo clássico da recomendação de um amigo.
Um boletim de notícias da própria empresa continha um formulário de inscrição que, depois de concluído, incluía a possibilidade de recomendar a assinatura para outra pessoa.

Para aumentar a taxa de recomendação, foi anunciado um sorteio de um computador portátil entre aqueles que passassem a mensagem para um amigo. Isso garantiu a geração de dados suficientes para que os pesquisadores pudessem analisar a disseminação das informações.
Os resultados foram publicados na Physical Review Letters, um dos mais respeitados periódicos científicos do mundo.

Bibliografia:
Impact of Human Activity Patterns on the Dynamics of Information Diffusion
José Luis Iribarren, Esteban Moro
Physical Review Letters
November 2009
Vol.: 103, 038702 (2009)

 

13/11/2009

Tim Burton no MOMA

O fantástico diretor Tim Burton, de pérolas como A Noiva Cadáver, Peixe Grande, O Estranho Mundo de Jack e o inesquecível Edward Mãos de Tesoura, de quem já falei algumas vezes aqui no blog (veja o post sobre sua nova produção em: http://cabecadogui.wordpress.com/2009/07/05/alice-no-pais-das-maravilhas-by-tim-burton), terá parte de sua obra exposta no MOMA de NY.

A exposição fica em cartaz até abril, então quem estiver planejando uma viagem pela Big Apple, não pode deixar de ir.

Para saber mais, acesse: www.moma.org/timburton

05/11/2009

Hipoteticamente falando… 2*

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Voltando a me apropriar do título de um quadro do programa “Irritando Fernanda Young”  para falar um pouco mais sobre a experiência de ser designer, retomo o tema de onde parei no texto anterior: tentando desmitificar um pouco essa maravilhosa profissão, tantas vezes mal compreendida, através de hipóteses resultantes de muita observação, vivência, horas de bate-papo com amigos da área e uma pitada de bom humor. Vamos lá:

Hipótese #4: Designer não paga conta no final do mês.

Acredito que na cabeça de algumas pessoas designer é um sujeito “diferente”, que entre camisetas descoladas, tênis All-Star, miniaturas de Star Wars, Ipods, Iphones e tudo mais que tiver a chancela da Apple, vivem a cantarolar os últimos lançamentos das bandas mais “cults” do planeta (aquelas que você nunca ouviu falar) em um mundo multi-colorido plugado 24h na internet.

Ok! Tem muito designer por aí que lembra bastante esse perfil. O que essas pessoas esquecem é que junto com tudo isso, esse carinha de camiseta estampada e cabelo engraçado, tem uma porção de contas para pagar.

Mas se o designer, como todo mundo, precisa pagar as contas no fim do mês, por que diabos ele poderia trabalhar de graça para você?

Pois esse pensamento nós vemos muito por aí…

A obsessão por bons resultados que norteia o mundo dos negócios atualmente, alimenta uma prática desonesta, aética e predatória que pode acabar, em médio prazo, destruindo muitas empresas desse mercado.

Muitos “clientes”, precisando contratar um designer, convocam 4, 5 profissionais diferentes para apresentar soluções para determinado problema oferecendo remuneração somente à solução escolhida.

Aí me pergunto: Os outros 4 designers não trabalharam? Não dedicaram seu tempo, seu conhecimento, sua expertise no desenvolvimento de soluções muitas vezes tão boas quanto a selecionada? Não merecem ser remunerados pelo serviço prestado, mesmo este não sendo de fato utilizado? Afinal, a escolha por utilizar ou não o projeto é do cliente, e não do designer, correto?

Um ponto importante é ressaltar que nós designers não somos agência de propaganda. Estas, trabalham com uma remuneração básica de 20% sobre qualquer veiculação de trabalho desenvolvido e esta remuneração, por si só, já lhes garante boa rentabilidade durante um longo período.

Nosso “ganha-pão” vem da criação. Os das agências, da veiculação. Desenvolvemos projetos isolados, únicos, personalizados, que uma vez finalizados, não geram mais receitas posteriormente. É o valor que está lá no contrato e só! Se um cliente não paga por ele, não há como vendê-lo para outro.

Uma outra situação que acontece muito é o cliente chegar até a gente e perguntar: “Não dá para você fazer alguma coisa para a gente ver como vai ficar? Se a gente gostar, tá fechado!”

Devemos sempre resistir a essas “propostas indecentes” e, nesses casos, propor uma remuneração mínima para todo e qualquer trabalho. Não podemos criar nada de graça, sem garantias de que nosso suor será recompensado.

Nossos clientes são o elemento central de nosso negócio. Sem eles, não há razão para existirmos. Mas um negócio deve ser bom para os dois lados.

Principalmente em projetos de design, a relação cliente-profissional deve ser consistente, honesta, confiável. Deve ser baseada em informação, conhecimento e respeito entre as partes. Nosso cliente deve compreender perfeitamente a natureza dos nossos serviços e a forma correta de nos posicionarmos no mercado.

Se, em alguns casos, ele não concordar com isso, não estará preparado para vivenciar todo o processo envolvido em um  projeto de design de verdade. O que ele precisa é de um “filho-do-primo-do-sobrinho-da-minha-amiga” que seja “fera” no computador para reproduzir na tela as suas vontades.

Nós, mais do que ninguém, devemos valorizar o nosso trabalho, apresentando os benefícios que este irá trazer para o seu negócio.

Quando recebo estas “propostas-indecentes” logo uma idéia me vem a mente: “Fecha logo, não se preocupe. Designer não paga conta no final do mês!”

Ahhhh… Como seria bom se fosse verdade!

* Livremente inspirada no texto “Um basta à especulação!”, de Gilberto Strunk.

20/10/2009

Andréia Sorvetão

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Hoje colocamos no ar o site da Andréia Sorvetão. O projeto feito pela Pubblicità contou com a direção de arte da Gabi Mello e eu! Agora o projeto compelto está na web.

Vale a pena conferir: www.andreiasorvetao.com.br

20/10/2009

Paródia da Introdução da Pixar

O College Humor (www.collegehumor.com) lançou recentemente uma paródia daquela animação da lampadizinha da Pixar que encantou milhares de pessoas pelo mundo todo.

Olha isso:

16/10/2009

Um basta à especulação! Por Gilberto Strunk*

Este texto de meu grande mestre de design Gilberto Strunck* originalmente publicado no livro “Viver de Design”, fala da ética no trabalho de design acerca de projetos especulativos no qual o designer participa sem a certeza de que irá receber pelo trabalho. Hoje, infelizmente, não precisamos procurar muito para encontrar este tipo de situação…

“Capítulo III, Artigo 12º do Código de Ética Profissional do Designer Gráfico da Associação dos Designers Gráficos(ADG):

‘O Designer Gráfico não deve, sozinho ou em concorrência, participar de projetos especulativos,pelo qual só receberá o pagamento se o projeto vier a ser aprovado’.

Um dos grandes dilemas que você vai enfrentar em sua carreira está ligado aos projetos especulativos. Esse tipo de relação, em que o Cliente nos solicita serviços sem uma remuneração garantida, além de ser aético, é predatório e pode, a médio prazo, inviabilizar seu negócio e também dos seus colegas.

Sei que as pressões são enomes. Elas vêm dos Clientes, que lhe acenam com a possibilidade de fazer grandes projetos no futuro, que lhe dizem que se você não quiser participar não faz mal, pois ele tem uma dúzia de pessoas que topam.

Vêm também dos concorrentes micreiros, sem formação acadêmica na área.
E até mesmo de suas fases de poucos projetos x compromissos financeiros no fim de cada mês. No entanto, mesmo com sacrifícios, temos de estruturar o nosso jovem e promissor mercado, resistir a esses convites, propor uma remuneração mínima para todos os concorrentes.

Nossa sociedade vem mudando aceleradamente. No mundo dos negócios, instalou-se uma verdadeira obsessão por bons resultados. Em função disso, muitas empresas para contratar nossos serviços, passaram a convidar três, cinco designers, para apresentarem suas soluções para determinada tarefa, oferecendo pagamento somente ao escolhido no final do processo. Isso talvez inspirado nos modelos das concorrências de publicidade.

Não somos agências de propaganda. Talvez, no caso delas, a remuneração básica de 20% sobre a veiculação justifique o investimento em concorrências para a conquista de uma conta que irá garantir uma boa rentabilidade durante um longo período.

Trabalhamos por projetos isolados. Por isso, não devemos ter com os Clientes este tipo de comportamento.

Nosso principal faturamento vem da criação. O das agências, da veiculação. Você conhece algum caso de Cliente solicitar a várias agências que veiculem por ele, para pagar somente a que der melhor resultado?

Então, por que temos de criar de graça, se é disso que vivemos, se é essa a mercadoria que temos para vender?

Imagine que você aceite participar regularmente de concorrências especulativas. Imagine que você consiga atingir a incrível performance de vencer 70% das vezes.

Pergunto: quem irá reembolsar suas horas nos 30% de maus resultados?

Certamente seus outros clientes, para os quais você terá que cobrar mais 30% sobre os honorários normais de forma a se sustentar ou a sua estrutura.
Vivemos em função de nossos Clientes. Não devemos medir esforços para atender suas necessidades. Mas uma relação, para ser forte, fértil, consistente, tem de ser construída sobre uma base de conhecimento e respeito entre as partes.

Quando o cliente sabe que vai pagar por um serviço, ele fica mais exigente. Melhora a qualidade das informações envolvidas no processo. Esta é a primeira condição para que bons resultados sejam alcançados.

No cenário vigente, somos os primeiros a errar, aceitando participar de projetos especulativos. Não é mais possível investir um grande número de horas em Clientes que não nos dão certeza de vir a faturá-las. É melhor ganhar um tempo extra de estudo ou lazer ou até diminuir sua estrutura…

Se não formos capazes de fazer nossos Clientes entenderem a natureza especial dos serviços que prestamos, estaremos nos posicionando mal perante o mercado.
Temos de ser os primeiros a nos valorizar, a passar para eles as vantagens e benefícios que nossos serviços vão trazer para seus negócios.

Não inicie um trabalho sem antes acertar seus aspectos comercias. Lembre-se de que nossos projetos são feitos sob medida. Se o cliente não paga por eles, você não poderá vendê-los para outros.”

* Gilberto Strunk é formado em engenharia civil pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em design pela ESDI, Escola Superior de Desenho Industrial, e é Mestre pela Escola de Comunicação. Autor dos livros “Identidade Visual, a Direção do Olhar”, “Marca Registrada”, “Viver de Design” e “Como criar identidades visuais para marcas de sucesso”, tem trabalhos publicados em livros e revistas especializadas no Brasil, Suíça, Japão, Polônia, Inglaterra e Estados Unidos e vários projetos premiados. É Professor Adjunto da Escola de Belas Artes da UFRJ, Diretor de Criação da DIA Comunicação de Marketing  (São Paulo e Rio), Ex-Presidente da AMPRO, Associação de Marketing Promocional, capítulo Rio (94/96) e do POPAI (Point-of-purchase Advertising International) Brasil (98/2000), do qual membro do Conselho Consultivo, do Board Internacional e certificado como Consultor em merchandising no ponto-de-venda.

02/10/2009

Hipoteticamente falando…

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Peço licença à apresentadora Fernanda Young para utilizar o bordão de um quadro de seu programa como título dessa coluna, mas como dizem, ele “caiu como uma luva”.

Vivo me perguntando porque nós, designers, constantemente nos vimos em situações no mínimo “inusitadas”. A partir de minhas experiências ao longo desses poucos 7 anos de profissão, formulei algumas hipóteses curiosas de como as pessoas (é claro que nem todas elas) enxergam a nossa profissão. Vamos a elas:

Hipótese #1: Dominando o Coreldraw, qualquer um vira designer.
Porque as pessoas imaginam que basta a elas saber utilizar um programa de computação gráfica para desenvolver projetos gráficos de verdade?

Seria o mesmo que pensar que sabendo usar uma calculadora e um par de esquadros você poderia se considerar um engenheiro civil ou arquiteto e sair por aí construindo prédios, escolas e até cidades inteiras. Ou então que, com um pincel, tinta e uma tela na mão, poderia pintar um Van Gogh.

Um designer é muito mais que um operador de computador. Ele detém o conhecimento teórico e prático de toda uma metodologia de projeto, etapas, técnicas e modelos já testados e legitimados pela história da profissão. Como diz muito bem o grande designer Gilberto Strunk em seu livro Viver de Design: “É impossível substituir anos de estudo, experiência e uma alfabetização visual desenvolvida pelo simples domínio de softwares.”.

Hipótese #2: Esse cara é um artista!
É muito comum as pessoas confundirem design e arte. Por haver tanta gente atuando na área sem formação específica (olha o manipulador de Coreldraw aí!), nem sempre os métodos mais adequados a um determinado projeto são aplicados, fazendo do processo de desenvolvimento algo muito intuitivo, pessoal, por vezes até misterioso e mágico.

Designer não é artista. Muito menos mágico. Seu trabalho é desenvolver soluções para as necessidades das pessoas. Esse trabalho está diretamente ligado à informação. Nossa missão é desenvolver conceitos que formalizados, façam esta informação circular com a maior eficácia possível. Nossas soluções devem ser conceituadas e acompanhadas de um pensamento racional, que as situem dentro de um contexto apresentado.

Design não é bonito ou feio. Design é correto, pertinente, eficaz.

Hipótese #3: Toda opinião é importante para o bem do projeto.
Essa costuma ser uma das situações que mais acontecem na vida de um designer. Todo mundo acha que pode opinar a respeito de tudo relacionado a um projeto de design.

“Não poderia ser redondo, em vez de quadrado?”, “Prefiro isso verde em vez de vermelho, pode ser?” , ou ainda “Achei essa fonte muito quadrada, não poderia ter umas curvinhas nela não?”.

Esse tipo de colocação não faz o menor sentido, se partindo de alguém sem formação na área e algum fundamento pertinente. Afinal de contas, ninguém vai ao médico e, ao receber seu diagnóstico e tratamento, emenda: “- Doutor, não seria melhor eu tomar um anti-inflamatório em vez de antibiótico?” ou “Posso tomar aquelas pílulas verdes em vez das vermelhas? É que adoro verde!” Ninguém chega para o engenheiro e diz: “- Não seria melhor colocar este pilar mais para o canto da sala. Estou achando que essa pilastra está poluindo a minha cozinha.”.

Se, nesses casos, este tipo de colocação não passa pela cabeça de ninguém, porque em assuntos relacionados ao design isso é uma constante?

Quem deve ser consultado sobre design é o designer, profissional da área, e não outro profissional, como acontece com freqüência. Não passa pela cabeça de ninguém entrevistar um arquiteto para falar sobre os avanços da pesquisa sobre o câncer, mas é comum qualquer um sentir-se à vontade para opinar e até alterar completamente um projeto gráfico, sem a menor inibição. E porquê?

Enfim, tenho formuladas ainda muitas outras hipóteses sobre o assunto. Desejo, com o tempo, ir apresentando-as aqui. Meu objetivo com isso é desmitificar um pouco essa maravilhosa profissão, tantas vezes mal compreendida, sub-julgada e desvalorizada. Afinal de contas, conhecer é o primeiro passo para entender e utilizar.

Até a próxima!

20/08/2009

Quem é o dono do seu nariz?

Há tempos venho pensando em como seria o trabalho nas empresas de comunicação se todos que contratassem pessoas qualificadas para tal serviço encarassem a atividade de forma mais profissional e séria. Reconhecessem como é importante acompanhar de perto todas as etapas que compõe o projeto. Para quem o executa, este acompanhamento é imprescindível, mas muitas vezes quem contrata não dá o devido valor e atenção ao processo e, inevitavelmente, encontra problemas na etapa final. Determinar quem tem a competência necessária para acompanhar todo o processo e definir as responsabilidades de cada um é garantia de um final feliz. Nada de dores de cabeça aos 45 minutos do segundo tempo.

Tomemos como exemplo Adriana, uma mulher insegura que, após tantos anos sonhando, resolve fazer uma plástica no nariz. Primeiramente, procura um cirurgião plástico de confiança e orientada por este, decide o tipo de nariz que melhor combina com seu rosto. Na segunda consulta, analisa fotos-montagem com seu novo perfil e decidida, marca a cirurgia, que é realizada com sucesso. Após sua recuperação e com o nariz do jeito que escolheu, ela resolve mostrar a novidade à família. De cara, sua mãe diz: – Odiei! Não combina com você, devia ser mais arrebitado! Foi pra esse nariz que gastei minhas economias?!

Adriana, triste e influenciada pela reação da mãe, marca uma nova consulta, onde conta tal história e diz que mudou de idéia. O médico prova, novamente, que o nariz mais arrebitado não combina, e que o escolhido fica muito mais harmonioso no seu rosto. Adriana bate o pé, quer dizer, sua mãe bate o pé. O médico, então, como profissional sério e tendo certeza de que seu trabalho foi bem feito, diz que se ela realmente quer refazer a plástica, terá que pagar uma nova cirurgia.

Não poderíamos esperar nada diferente, pois se não cobrasse pela nova cirurgia, ele teria que pagar pelo hospital, por toda equipe de profissionais necessários, além do equipamento e medicação. Nada mais justo, certo?

Pensando assim, por que o mesmo não ocorre quando se trata de um projeto de comunicação? Por que os serviços de um profissional qualificado, que cumpriu todas as etapas do processo acordadas desde o princípio, não é reconhecido e muitas vezes subestimado? Como você pode, no final, desconsiderar todo o trabalho aprovado e realizado, que consumiu horas de pesquisa, investimento e estudo detalhado, e querer voltar à estaca zero?

Afinal, você prefere ouvir a voz de um profissional especializado ou da sua mãe que como cirurgiã é uma ótima economista?

19/08/2009

Pobre saleirinho…

Genial o vídeo da DDB para a Knorr. Pobre saleirinho, banido cada dia mais das mesas de todo o mundo! Dá até dó…

Agora, precisava explicar?!? Podia ter fechado com chave de ouro… às vezes o silêncio é tudo!